PARCEIROS
Grupo de Cantares de Évora O Grupo de Cantares de Évora, além de cantar o Alentejo, tem vindo a reunir na sua sede própria, situadas nos antigos celeiros da EPAC, no núcleo
histórico da cidade de Évora, uma colecção de alfaias e utensílios utilizados nos trabalhos do campo bem como peças do traje etnográfico que
constituem um pequeno museu rural. Na sua sede o grupo dedica-se, também, à gastronomia, servindo refeições para grupos de pessoas, animadas
por uma actuação do Grupo Coral no final do repasto. Contam com diversas actuações em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em Cuba, Rússia,
Arménia, Tunísia. Durante todos os dias da Feira de S. João, e como vem sendo habitual nos últimos anos, o Grupo de Cantares de Évora servem jantares e cantam no
bonito páteo dos ex-celeiros da EPAC.
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Pim Teatro Um teatro para crianças que não é infantil ou infantilizado mas que, pelo seu valor estético e artístico, é um teatro para todos.
Uma companhia que procura um teatro ‘de arte’. Um teatro capaz de provocar no público experiências estéticas que sejam motor de desenvolvimento da
criatividade, que transformem as mentalidades, que alterem a forma de ver e pensar o mundo. Companhia de teatro profissional, sediada em Évora, tem apostado em levar a todo o público, nomeadamente às freguesias rurais criações artísticas com
uma linguagem artística criativa. http://www.pimteatro.pt/
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a bruxa TEATRO
Companhia profissional sediada em Évora desde 2001.
Constituída por um pequeno núcleo de actores, dedica-se à criação e produção teatral, essencialmente, da dramaturgia contemporânea, portuguesa e
estrangeira. Direcção de Figueira Cid.
www.abruxateatro.com
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Sexta, 23 Junho, 19h: Teatro PIM – A Feira da Coragem
Feira da Coragem – Pim Teatro
Pequenos momentos de teatro fugaz mas intenso, numa sucessão de diversos estilos e temas, cores e formas, numa assimetria própria da festa
popular.
Não temos uma só história para contar, não criamos um espaço cénico convencional e não pedimos ao público que se comporte como numa sala de
espectáculo. Os actores produzem um jogo teatral que faz parte da pulsação da rua. A rua é a alma deste teatro.
A viagem, os diversos mundos, os episódios e as personagens mais marcantes, desalojados do seu lugar na narrativa literária e recriados,
desarrumados, numa festa de rua que o espectador poderá percorrer como lhe aprouver. A descontinuidade aparente do acontecimento como indutor
duma atitude activa do público na criação da sua própria sequência.
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Sábado, 24 Junho, 19h: Filme: Alentejo Story Concert
Alentejo Story Concert
O documentário Alentejo Story Concert foi produzido pelo Festival Sete Sois, Sete Luas em 2005. Retrata o trabalho desenvolvido por Luigi Cinque,
convidado pelo Festival para produzir um projecto musical original, confrontando-se com alguns dos mais significantes artistas das culturas musicais
do Mediterrâneo: os Ganhões de Castro Verde e a Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sor representando o Alentejo, El Choro (Andaluzia), Mara
Aranda e Efrén López (Valência), Andrea Biondi, Salvatore Bonafede (Secília), Elena Lleda (Sardenha). Os artistas realizaram residências e produções
artísticas cujos resultados foram ouvidos num concerto que percorreu os vários países de origem dos artistas.
“Trata-se de um projecto de artistas italianos, espanhóis e portugueses, dedicado àquele mundo antigo (camponês) que sabe a vinho, azeite e trigo
(mas também a cortiça, alfarrobas, a sol estival abrasador e a Invernos frios e obsessivos) e que hoje permanece como teatro escondido, como
memória recente... como uma paisagem particular da alma contemporânea. “ Luigi Cinque
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Domingo, 25 Junho, 17h: Baile com Carla Nunes
Carla Nunes
Carla Nunes é acordeonista e anima bailes desde os 15 anos. No âmbito desta sua actividade, já realizou mais de 1000 espectáculos em Portugal e no
estrangeiro, tendo 25 cassetes editadas e 6 CDs. É licenciada em Educação Musical e pertence ao Quadro de Nomeação Definitiva da Escola E.B 2, 3
Vasco da Gama (Sines), tendo já leccionado Etnomusicologia na ESE do Instituto Politécnico de Setúbal.
É investigadora do Instituto Nacional de Etnomusicologia e membro da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Recentemente, defendeu a sua tese de
Mestrado em Ciências Musicais - Etnomusicologia intitulada "O Baile Popular na Cabeça Gorda - a construção social de um aldeia alentejana", tendo
obtido a classificação máxima. A conjugação da sua experiência e das suas perspectivas sobre a realização deste evento no nosso país, com aquelas
provenientes da investigação confluíram num trabalho que aborda o papel musical, social e económico do baile popular no Alentejo na actualidade,
tendo como estudo de caso, uma aldeia pertencente ao concelho de Beja. A tese caracteriza o baile enquanto evento performativo e desvenda os
papéis que este desempenha a nível da comunidade, mostrando a pertinência deste evento para a construção e a coesão sociais.
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Segunda, 26 Junho, 19h: Cante: Grupo Feminino Papoilas do Corvo
Papoilas do Corvo
O Grupo Coral Feminino e Etnográfico “As Papoilas” foi fundado em Junho de 2001 por um grupo de amigas que cantavam em tempo de festas e bailes
tradicionais e até mesmo em excursões organizadas pelo mesmo grupo de amigas.
A escolha do nome do grupo (“As Papoilas”) deve-se ao facto de no Alentejo haver muitas papoilas que, por sua vez, é uma planta que embeleza as
planícies alentejanas na Primavera.
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Terça, 27 Junho, 19h: Cante: Cante ao baldão
Cante ao Baldão
Trata-se de uma prática musical que se integra no contexto dos cantares ao desafio que se praticam actualmente não só em Portugal, mas em vários
outros locais do mundo, especialmente no Brasil e em países mediterrânicos. Todos estes cantares ao desafio se caracterizam por um texto poético
que é criado no momento e é desempenhado individualmente através de um suporte musical cantado. Em cada uma destas práticas de cantares ao
desafio o suporte musical é distinto; no caso do cante ao baldão trata-se de uma estrutura rítmico-melódica adaptada de uma moda campaniça
conhecida localmente, a moda “ Marianita és baixinha “.
O cante ao baldão é uma prática musical actualmente desempenhada em freguesias rurais dos concelhos de Almodôvar, Odemira, Castro Verde e
Ourique. Surgiu nos finais do século XIX no conselho de Odemira, como uma variante de outra prática performativa igualmente desempenhada ao
desafio - o cante a despique – cuja dificuldade das regras de construção poética conduzia a muitas desavenças entre os cantadores. Dado este motivo,
criaram outras formas de despicar com regras “ mais baldas “ (informação de A.J.Bernardo), e foi a partir desta designação que surgiu o género cante ao
baldão.
Texto de Maria José Barriga (adaptado)
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Quarta, 28 Junho, 19h: Cante com 4 ao Sul
4 ao Sul
Quatro Músicos e cantores com diversas experiências vividas no seio dos instrumentos e cantos tradicionais juntam-se num projecto musical em que a
austeridade e o rigor são ferramentas fundamentais de trabalho. Têm como ponto comum a paixão pelo cante alentejano e a vontade de recrear, sem
preconceitos, modas cuja beleza parece realçá-las do repertório mais habitual dos coros alentejanos. Os “4 ao Sul” querem alcançar mais longe:
lançaram-se na procura de músicas de outros povos do sul da Europa, onde as influências de uma forte importância da música religiosa em tempos ido
nos faz encontrar raízes comuns nas mais inesperadas paragens.
Tal como a sua música, os concertos dos “4 ao Sul” não têm artifícios. Procuram-se bons ambientes, boas acústicas, espaços onde a espiritualidade e a
alegria possam conviver e ser partilhadas por grupo e espectadores/ouvintes em comunhão.
José Manuela David, Rui Vaz, José Barros e Pedro Mestre
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Quinta, 29 Junho, 19h: Encontro Informal Cante Celeiros 3as feiras
Encontro Informal de Cante – grupo de cante 3as. feiras nos Celeiros
Ao fim da tarde às terças-feiras, desde há dois anos, um grupo de pessoas encontra-se para cantar. Inicialmente na Sociedade Harmonia Eborense,
actualmente no Espaço Celeiros, desde sempre com a orientação do Mestre Joaquim Soares (responsável pelo Grupo de Cantares de Évora).
Modas alentejanas para cantar, das quais se destaca “Tenho no Quintal um Limoeiro”, o grande sucesso do grupo.
Apareça também, desta vez à quinta feira!
Nota: Serão distribuídas as letras das músicas para quem queira aprender no momento, neste encontro em tom de oficina.
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Sexta, 30 Junho, 19h: Filme: Polifonias – Paci é Saluta Michel Giacometti
um filme de Pierre Marie-Goulet
Um filme a várias vozes que em homenagem a Michel Giometti vai ao encontro de culturas populares no passado e no presente, no Alentejo e na
Córsega para testemunhar de trocas e partilhas onde ninguém perde a sua identidade nem as suas raízes, mas antes as reanima no contacto com
o outro.
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Sábado, 1 Julho, 20h: Bruxa Teatro, Pranto Maria Parda
Pranto de Maria Parda
Este monólogo é uma "lamentação" posta na boca de uma velha bêbeda que deambula pelas ruas “com tão poucos ramos nas tavernas e o vinho tão
caro, e ela não podia viver sem ele".
Escrito em 1522, este monólogo veio a ser muito popular e teve numerosas reedições.(...) Houve em 1522 uma terrível fome no reino.
Os camponeses esfaimados morriam ao longo dos caminhos. A falta de vinho relaciona-se, portanto, com a falta ve víveres em geral.
Integrado neste contexto, o Pranto de Maria Parda reveste toda a sua significação. (...) Como não ver que Maria Parda a morrer à sede, é a imagem
invertida dos desgraçados que morriam à fome? Mas Maria Parda é uma velha, uma bêbeda, e mais ainda: uma mulata. Por isso é necessariamente
ridícula. O seu desespero é cómico, o seu testemunho burlesco. Faz rir - e isso é uma maneira de exorcizar o drama da fome. O Pranto de Maria Parda,
por conseguinte, é uma paródia. Este texto pertence ao "mundo às avessas". No estilo da chocarrice popular, esconjura e elimina o sofrimento e a morte.
Paul Teyssier, in "Gil Vicente - o autor e a Obra", Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, Lisboa, 1982
Direcção: Figueira CID
Interpretação: ANA RITA Rodrigues
A Bruxa Teatro
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Domingo, 2 Julho, 17h: Baile com Orquestra Marilyng
Orquestra Marilyng
Orquestra de música latina de Estremoz. Do seu repertório fazem parte valsas, boleros, rumbas, e outros ritmos que animam os bailes populares.
Constituída há cerca de quatro dezenas de anos, foi sofrendo algumas alterações nos seus elementos, e conta actualmente com duas gerações de
músicos em plena sintonia.
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